Os anos 2000 marcaram o início de uma nova era na Comunicação e foi quando a RS passou a existir neste mercado. Com a ascensão da internet, o surgimento das redes sociais e a popularização de dispositivos móveis, o modo como marcas e pessoas se comunicam foi completamente transformado.
A primeira década do século XXI trouxe a expansão da internet banda larga, conectando pessoas ao redor do mundo. Se antes as marcas controlavam a mensagem, agora, os consumidores têm voz ativa. Se antes o passageiro ia até o táxi, agora – fazendo muito mais sentido – o carro de aplicativo o busca onde estiver. Assim como a programação da TV perdeu espaço para um cardápio à nossa disposição, no dispositivo e horário que quisermos.
Fóruns, blogs e plataformas, como o Orkut nos primeiros anos do século, abriram espaço para comunidades online e feedback direto. A lição já estava ali: ouvir a audiência e buscar diálogos mais genuínos. Naquela mesma época, meados de 2005, plataformas como MySpace, Facebook e Twitter emergiram e revolucionaram a maneira como as pessoas interagem. Assim, a Comunicação deixou de ser unilateral e passou a ser baseada em interações. Marcas, por sua vez, precisaram aprender (e seguem aprendendo) a ser mais rápidas, autênticas e adaptáveis.
Outra lição: estar presente nas redes sociais não é suficiente; é preciso engajar e agregar valor.
O conteúdo é rei (mas o contexto é tudo)
Com a explosão das informações on-line quase que na velocidade da luz, destacar-se passou a ser um desafio. A criação de conteúdo relevante ganhou protagonismo. A era dos blogs mostrou a força do storytelling e do marketing de conteúdo e, com isso, marcas que contavam histórias alinhadas aos valores de seus públicos se destacaram e saíram na frente. Entender o público e entregar a mensagem certa, no momento, passou a ser o principal KPI e a porta de entrada para a importância dos algoritmos.
Com a popularização da internet em tempo real em dispositivos cada vez mais inteligentes, como celulares, tablets e TVs conectadas, as pessoas passaram a consumir informação a qualquer momento e em qualquer lugar. Isso exigiu que marcas adaptassem formatos para telas menores, e a personalização de conteúdo por geolocalização foi um marco.
A linguagem visual ajudou marcas a humanizarem suas mensagens e investir em formatos visuais, pois contar histórias é uma estratégia bastante razoável para conectar-se com o público. Ainda que estejamos vivenciando mudanças relevantes e significativas, o digital mudou tudo e muitas novas ferramentas e soluções estão surgindo a todo momento.
Neste recorte, reina o pensamento de que a informação e o conteúdo são os bens mais preciosos para se comunicar bem com o público.
IA na Comunicação
De 2020 para cá, a inteligência artificial (IA) trouxe uma transformação definitiva na forma como fazemos marketing digital e comunicação institucional. Segundo a Exame (2024), empresas que utilizam IA generativa nas estratégias de marketing conseguem aumentar até 30% na taxa de conversão e reduzem em até 40% o tempo na produção de conteúdo.
Ferramentas como chatbots inteligentes, análise preditiva e geração automatizada de textos e imagens tornaram-se essenciais na personalização da comunicação. Isso porque a IA permite segmentações muito mais precisas, análise de sentimentos em tempo real e recomendações personalizadas, elevando o patamar do relacionamento entre marcas e públicos.
A convergência entre inteligência artificial, comunicação institucional e marketing digital já não é mais uma previsão. E a realidade nos mostra que a hiperpersonalização de conteúdos, a automação inteligente e a análise de dados em tempo real já são pilares que definirão a competitividade de marcas nos próximos anos.
Além disso, a responsabilidade digital, em especial no combate às fake news e na preservação da ética na comunicação, passa a ser um fator determinante para a credibilidade de instituições, sejam elas públicas ou privadas. E nós estamos atentos!